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Entenda sobre o escândalo do GamerGate
Entenda sobre o escândalo do GamerGate
A indústria dos games está passando por um momento delicado.

Uma sucessão de escândalos no mundo gamer está fazendo muita gente pensar melhor sobre alguns aspectos da indústria! Isso tudo se deve ao #GamerGate, como ficou conhecido o movimento, que teve início no final de agosto. Esse nome foi dado por causa da tag criada pela comunidade de fãs de videogame para provocar discussões baseadas nesses últimos acontecimentos. A coisa envolve feminismo, violência, o questionamento sobre o rótulo "gamer", a corupção nas principais mídias formadoras de opinião (sites) e roubalheira no patrocínio de jogos indie. Vamos entender um pouco como tudo aconteceu.

1) Corrupção entre a empresa desenvolverdora de jogos Polytron, dirigida por Phil Fish, o evento "Indie Games Festival" e a organização que investe dinheiro em jogos chamada Indie Cade. Phill Fish criou o jogo "Fez" e a Indie Cade gerou recursos para o projeto que participou do evento em 2011 e 2012. O problema é que o banco de júri do festival era principalmente composto por pessoas da Polytron e da Indie Cade. Isso foi tendencioso e mostrou o esquema para que "Fez" tivesse o sucesso que teve.

2) Zoe Quinn, desenvolvedora do jogo indie "Depression Quest", teve sua vida pessoal exposta na internet pelo ex-namorado. Ele contou que ela o traiu com 5 pessoas da indústria para fazer seu game dar certo. Com o escândalo, algumas pessoas dispararam respostas agressivas para ela. Só que ao invés de Zoe assumir a responsabilidade por suas próprias ações, ela mudou o foco para a comunidade gamer acusando todos de misóginos. Zoe levou em consideração uma minoria, para rotular a maioria. Isso gerou a tag #ImNotYourShield (não sou seu escudo) em resposta.

As traições de Zoe Quinn para ganhar espaço na mídia com seu game "Depression Quest"
As traições de Zoe Quinn para ganhar espaço na mídia com seu game "Depression Quest"

3) Na mesma semana, Anita Sarkesian, dona de um vlog que lança um olhar feminista sobre a indústria de jogos, lançou um novo vídeo. Ela faz um trabalho muito interessante, mas esse vídeo veio num momento ruim. Só serviu de combustível para algo que já estava pegando fogo. A mesma minoria que estava agindo negativamente com Zoe, reagiu à Anita e ambas passaram a receber ameaças de morte via Twitter, email etc.

4) Diante da confusão, a mídia e principais jornalistas de games tomaram uma posição controversa. No lugar de investigar, entrevistar os envolvidos e relatar os fatos, muitos sites optaram por criticar a comunidade por estar se importando com os acontecimentos. Gerou mais revolta na galera.

5) Por fim, surgiu o questionamento sobre de que os gamers estão contra si mesmos. Uma minoria tóxica que age de forma errada foi suficiente para sujar a imagem de toda a comunidade. Desta forma, vale a pena se considerar um gamer? A tag #GamerGate se fortaleceu para dizer que se gamers são horríveis assim, somos algo novo e totalmente diferente disso.

E aí, o que você pensa sobre o assunto?!