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"O Lar das Crianças Peculiares" tem comando de Tim Burton, diretor de "Grandes Olhos"
"O Lar das Crianças Peculiares" tem comando de Tim Burton, diretor de "Grandes Olhos"
Sem Johnny Depp e efeitos mirabolantes, a produção tem cara de franquia.

O tão aguardado "O Lar das Crianças Peculiares", uma das maiores estreias do mês de setembro, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29) para apontar aquela luz no fim do túnel aos fãs do diretor Tim Burton. Afinal, o cineasta vem de um série de produções frustrantes e há tempos parece ter esquecido o caminho para o sucesso.

Pelo menos, até agora! Com o lançamento do longa-metragem, fica mais fácil se lembrar porque o manda-chuva é um dos diretores mais respeitados de Hollywood. Porém, antes que você jogue as suas expectativas lá para o alto, o Purebreak já adianta: a fantasia está longe de ser o melhor trabalho de Burton, mas, por outro lado, é o primeiro a realmente funcionar entre umas boas decepções.

A trama é inspirada no livro "Miss Peregrine's Home for Peculiar Children", escrito por Ransom Riggs, e narra as descobertas do protagonista Jake, interpretado por Asa Butterfield - que quase foi escalado para viver o novo Homem-Aranha da Marvel -, após a morte de seu avô. Seguindo uma sucessão de pistas, no maior estilo "Scooby Doo", o rapaz chega ao local que dá nome ao filme e percebe que as histórias que ouvia quando criança não passam da mais pura verdade.

"O Lar das Crianças Peculiares" acaba de chegar aos cinemas!
"O Lar das Crianças Peculiares" acaba de chegar aos cinemas!

É aí que os elementos mágicos típicos do cineasta, como uma fenda no tempo, um lugar onde as pessoas não envelhecem e um grupo de jovens com habilidades especiais - sempre chamadas muito cuidadosamente de "peculiaridades" -, entram em cena. As falhas na direção dos atores não são difíceis de notar, principalmente no que diz respeito às crianças, que, apesar de viverem o mesmo dia há mais de sessenta anos, continuam se comportando de maneira infantil.

A nossa cultura em tramas sobrenaturais envolvendo vampiros e outras criaturas místicas que não sentem o peso do tempo já nos ensinou que não é bem assim que funciona, né? Pois é, a equipe do filme parece ter faltado essa aula. Fora isso e a corrida para condensar uma história de 336 páginas em aproximadamente 2 horas, a grande surpresa do filme é não ter grandes surpresas.

Se tratando de Tim Burton, a cautela com efeitos muito mirabolantes e a ausência de Johnny Depp em algum papel espalhafatoso não poderia ser outra coisa senão uma qualidade. Os cenários muito bem pensados e as pontuais sequências de fantasia bastam para garantir o visual do filme, sem grandes pretensões e exageros.

Durante o desfecho, é possível sentir um cheirinho de franquia à vista. Ideia que, dependendo da capacidade da equipe de manter o mesmo tom do filme original, pode ser uma boa! Principalmente para aprofundar melhor as relações que não conseguiram ultrapassar o superficial e alcançar cem por cento a empatia do público. Fica aí a dúvida! Será que rola?

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