Segue a gente no Insta

@purebreakbrasil

Capitão América
Sequência de "O Primeiro Vingador", longa estrelado por Chris Evans estreia dia 10 de abril.

Pode ser cedo para dizer, mas depois de "Capitão América 2 – O Soldado Invernal", não será nada fácil para a Marvel se superar. O filme, que estreia dia 10 de abril e que o Purebreak conferiu em primeira mão, consegue fazer o que nenhum outro título do estúdio fez até agora: uma produção que se sustenta com trama própria e encaixa outros super-heróis dos Vingadores de forma coesa.

"Capitão América 2" pode ser comparado a um bom filme de espionagem se tirado todos os super poderes do protagonista interpretado por Chris Evans. O filme toca em assuntos atuais, como vigilância mundial, política do medo e perda de liberdade. Tudo com todos os ingredientes de um blockbuster. Ao fazer isso, os diretores Joe e Anthony Russo não tem a pretensão de criar uma obra de discuta todas essas questões, mas esses temas criam um propósito para sustentar a história principal.

Soldado Invernal
Soldado Invernal

A sequência de "Capitão América – O Primeiro Vingador" (2011) mostra Steve Rogers questionando atitudes de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e S.H.I.E.L.D.. O herói segue as regras ao mesmo tempo que começa a duvidar do próprio papel dentro das missões. Ao mesmo tempo, uma conspiração começa a contaminar a agência de dentro para fora, enquanto uma ameaça externa, o Soldado Invernal (Sebastian Stan), dificulta a compreensão do cenário como um todo.

Preserva quadrinhos e marcas registradas da Marvel

A forma como a história do Soldado Invernal foi aproveitada também merece destaque. Nos quadrinhos, a trama é uma mistura de conspiração e conflitos pessoais de Rogers. O filme pede licença para trocar alguns acontecimentos, mas se mantém fiel à mensagem do roteirista Ed Brubaker. Assim, não faltam cenas com lutas de faca, pancadarias pesadas, os arquivos confidenciais e a cooperação intensa entre Capitão América e Falcão (Anthony Mackie).

O filme também não fica devendo em nada na mistura de ação e humor, característica que já virou marca registrada da Marvel. Não faltam momentos de explosão repletos de tiradas bem-humoradas – aqui, destaque para a piada envolvendo a fama do Homem de Ferro. O que também agrada bastante são as referências presentes na história. Algumas mais claras, como a lista de ícones da cultura pop que o protagonista não viu surgir durante seu congelamento ("Star Wars", Steve Jobs, Muro de Berlim). Outras mais camufladas, como a homenagem ao personagem de Samuel L. Jackson em "Pulp Fiction", de Quentin Tarantino.

Apesar de todos esses acertos, os produtores ainda erram no uso do 3D. A tecnologia nada agrega à experiência, apenas deixa os ingressos mais caros. Nada contra o formato, mas o recurso precisa ser melhor aproveitado para justificar o dinheiro extra e até servir como atrativo para as pessoas assistirem ao filme nas salas de cinema.

Fora isso, "Capitão América 2 – O Soldado Invernal" consegue equilibrar todos os elementos, explorando muito bem cada personagem, não esquecendo das doses extras de ação e, como não podia faltar nos filmes da Marvel, deixando pistas para ampliar o universo dos super-heróis do estúdio.

Principais
notícias
sobre
o mesmo tema