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Segunda produção americana do monstro chega nesta quinta-feira (15) aos cinemas brasileiros.

Soprando as velinhas de 60 anos da sua primeira aparição no cinema, "Godzilla" retorna às telonas nesta quinta-feira (15) honrando as tradições do personagem. O filme, que o Purebreak conferiu em primeira mão, faz jus ao Rei dos Monstros, mas privilegia o drama humano antes de tudo, não esquecendo é claro da ação e destruição que os fãs esperam.

Logo no início do filme imagens de arquivo mostram relatos de aparição de um monstro em 1954 (uma referência e homenagem ao original). Anos mais tarde, somos apresentados a um casal (Bryan Cranston e Juliette Binoche), que trabalha em uma usina nuclear no Japão (sempre lá). Após um misterioso "acidente", a usina é fechada e todo seu entorno transformado em área de quarentena.

Depois de um salto no tempo de 15 anos, o personagem Cranston que ainda estava buscando informações sobre o ocorrido e acaba descobrindo a razão do desastre: a presença de um estranho monstro que se alimenta de radioatividade. É nesse ponto que o filho dele (Aaron Taylor-Johnson) é introduzido na história. Militar, o jovem então passa a ajudar no combate ao animal, que não está sozinho.

godzilla1
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De muitas formas, o novo filme parece um pedido de desculpas de Hollywood ao monstrengo depois do ruim longa de 1998. O novo está muito mais fiel às suas características originais – sua quase invencibilidade e o marcante "bafo nuclear", que gera comemorações na plateia quando acontece. Um pouco gordinho, Godzilla é a força vingativa da natureza, que faz a humanidade se sentir como formiguinhas.

Nesse ponto, o diretor Gareth Edwards ("Monstros") acerta ao respeitar a grandiosidade da criatura. Não podia ser mais correta a opção de revelar o bicho aos poucos, monstrando inicialmente através de janelas embaçadas ou frestas, para depois chocar e causar o merecido impacto.

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Apesar disso, o largartão parece um coadjuvante de seu próprio filme. Os dramas humanos têm muito mais espaço e os atores são os responsáveis por não tornar a produção careta demais. O astro de "Breaking Bad" mostra o talento visto no seriado e, numa espécie de introdução estendida, colabora para o supense. Taylor-Johnson, por sua vez, se mostra bem diferente do herói de "Kick-Ass" e convence no papel do mocinho. Elizabeth Olsen e o japonês Ken Watanabe infelizmente são pouco aproveitados numa trama com muitos personagens.

"Godzilla" é antes de tudo um espetáculo visual. Talvez se privilegiasse mais o monstro do que o drama dos vários personagens, o filme aumentaria ainda mais essa característica. Mas isso não chega a prejudicar a produção, que honra a história do lagartão e faz um justa homenagem, digna de um aniversário de 60 anos.

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