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O estudo com duração de 10 anos, realizado no Reino Unido, reuniu mais de 11 mil crianças que foram submetidas a testes com tevês e videogames. O resultado: televisão é prejudicial, games não.
Afinal, jogos eletrônicos como GTA 5 causam ou não um efeito negativo sobre quem está jogando? O debate existe há um tempo e diversos estudos surgiram nas últimas décadas ressaltando os benefícios e desvantagens de jogar videogame. Nos últimos anos, porém, a balança pesou mais para o lado dos otimistas. Publicado na British Medical Journal, o estudo prova que não existe nenhum tipo de associação entre jogar videogame e ter algum tipo de comportamento agressivo.

A pesquisa faz parte do "UK Millennium Cohort", um relatório que observou por 10 anos como as crianças são afetadas psicologicamente pelos produtos em que o usuário fica de frente para uma tela, como TVs e videogames. Mais de 11 mil crianças a partir de cinco anos de idade foram submetidas a testes com diferente formas de conteúdo. No final das contas, os pesquisadores constataram que assistir mais de três horas à TV por dia pode aumentar as chances de desenvolver problemas comportamentais em jovens com idades entre cinco e sete anos.

Por outro lado, os videogames não exercem nenhum efeito negativo nas características pessoais da criança, como comportamento e atenção, nem ajuda a desenvolver doenças emocionais tanto em meninos como meninas. Que bom, já que crianças protagonistas de jogos são cada vez mais comuns, né?

Guerra na Favela

A psicóloga Paula Duarte Neves, que é também analista de marketing na desenvolvedora de jogos NanoStudio, falou sobre o desafio de produzir jogos com temáticas violentas no Brasil. A NanoStudio é responsável pelo "Favela Wars", game de estratégia que se passa nas favelas do Rio de Janeiro e que, mesmo em fase Beta já conta com cerca de 167 mil usuários cadastrados.

"A Mídia como conhecemos hoje não seria a Mídia, se não polemizasse ou demonizasse um jogo com uma temática como a nossa. As críticas sempre vão existir, em qualquer lugar. Se não por conta da temática, seria por outra coisa. Então não ligamos para isso. Nós estamos aqui pelos jogadores e para os jogadores: se eles estão gostando e se divertindo, isso é tudo que nos importa", explicou Paula.

Quando perguntada sobre as pessoas que mesmo lendo sobre esses estudos ainda acreditam que jogos causam violencia na vida real, Paula deixou um conselho: "Estudem mais sobre o assunto. Com uma pesquisa rápida, achamos várias pesquisas de instituições renomadas que mostram que jogos violentos não impactam no caráter da pessoa. Enquanto psicóloga, arrisco dizer, inclusive, que esses jogos fazem bem, ajudam a pessoa a extravasar, a liberar o estresse do dia-a-dia de uma forma saudável."

"Um jogo, uma banda de thrash metal, um filme sci-fi jamais farão com que um sujeito se torne psicótico ou perverso, eles simplesmente não têm esse poder. Contudo, as pessoas gostam de dizer que certas coisas ocorrem por causa de jogos, música, filmes, porque é muito mais fácil trabalhar a culpa, se se pode usar um bode-expiatório. Se eles realmente causassem violência na vida real, teríamos uma verdadeira legião de psicopatas, pois os jogos que mais vendem são os ditos 'violentos", finalizou a profissional.

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