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Com uma mãozinha do programa Ciências Sem Fronteiras, o estudante de Nutrição passou 1 ano e 5 meses de puro conhecimento no estado americano.

O sonho do intercâmbio é bastante comum entre jovens estudantes brasileiros. Enquanto alguns escolhem destinos na América do Sul, outros optam por países europeus e na Oceania, mas vários universitários continuam perseguindo o tão famoso american dream. Esse é o caso de Willian Lessa Ribeiro, que acaba de voltar ao Brasil após 1 ano e 5 meses no Arizona, nos Estados Unidos.

O estudante do último semestre de Nutrição da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) nunca tinha viajado de avião quando decidiu se inscrever no processo seletivo do programa Ciência Sem Fronteiras. Para Willian, ler sobre as experiências de outras pessoas e se informar através de grupos no Facebook foram pontos cruciais de sua preparação para o intercâmbio. Que tal seguir os seus passos?

Willian Lessa Ribeiro após concluir o curso de Inglês durante seu intercãmbio no Arizona, nos Estados Unidos
Willian Lessa Ribeiro após concluir o curso de Inglês durante seu intercãmbio no Arizona, nos Estados Unidos

Primeiras impressões, desafios e vivências

De acordo com o catarinense, as pessoas no Arizona são mega receptivas e o estado abriga vários latinos, o que facilita a adaptação. Porém, nem tudo são flores. Além do clima quente, Willian revela que teve uma dificuldade inicial com a língua. "Por mais que você fale a língua inglesa, o sotaque (seu e dos locais) faz uma grande diferença na hora da comunicação", conta o jovem, que ficou alojado nos dormitórios da Arizona State University (apartamentos completos e confortáveis, garante o estudante) durante a experiência.

Willian passou pouquíssimo tempo dentro de uma sala de aula e estudava mais por contra própria. "Fiz quatro meses de curso de Inglês, dois semestres de mobilidade acadêmica, em que eu fazia matérias relacionadas ao meu curso na Arizona State University. Minha rotina semanal era bem tranquila. Nos EUA, as aulas dificilmente têm uma carga horária maior que 3h semanais", relembra, destacando que o ensino nos estates é de primeira linha. "Eles querem que o aluno seja bem-sucedido e fornecem tudo que é preciso pra isso", adiciona.

O universário também dividiu suas tarefas com o turismo americano, conhecendo cidades como New Orleans, Chicago, Las Vegas e Los Angeles. Por ter dedicado seus dois últimos meses no país fazendo estágio-pesquisa na University of Hawaii at Manoa, parte do programa de intercâmbio, o estudante chegou a morar em Honolulu, na ilha de O'ahu.

Willian Lessa Ribeiro e amigos intercambistas passam o Natal juntos no Arizona, nos Estados Unidos
Willian Lessa Ribeiro e amigos intercambistas passam o Natal juntos no Arizona, nos Estados Unidos

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente

De volta ao Brasil e com amigos de diversas nacionalidades, devido ao contato com diferentes culturas, o estudante acredita ser outra pessoa. "Hoje eu me sinto capaz de fazer qualquer coisa, encarar qualquer nova experiência sem medo de dar errado. Profissionalmente, vai acrescentar muito também. Como quero seguir carreira na docência, ter contato com grandes professores e pesquisadores da minha área foi muito gratificante e me fez ter certeza do que eu quero pro meu futuro e quais métodos eu quero seguir", afirma.

Os próximos passos de Willian incluem o término de sua graduação e um mestrado na área. "Não pode deixar o motor esfriar", aconselha o rapaz, que também traça planos de morar em um lugar novinho em folha em breve. "Passar por tantas cidades grandes me fez perceber que eu nao nasci pro interior", brinca. Boa sorte!

(Escrito por Guilherme Assumpção)

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