Segue a gente no Insta

@purebreakbrasil

Estudante de Jornalismo embarcou para a segunda maior cidade da América Latina para aprender novo idioma e ampliar conhecimento.

Depois de mostrar em nossa seção de Intercâmbio jovens que viajaram para o continente africano e também para a Oceania, dessa vez o Purebreak desembarca em terras latinas. Igor Barbosa, um jovem estudante de 25 anos, resolveu deixar o Brasil e embarcar para Buenos Aires, na Argentina, onde ficou por dois anos (entre 2009 e 2010) em busca de se especializar na área em que estuda.

Em seu primeiro ano de graduação em Jornalismo, em uma faculdade particular do Rio de Janeiro, Igor decidiu embarcar em uma aventura "de forma independente" e escolheu a capital do país vizinho como seu destino. Atraído por "uma faculdade de qualidade" e "muito mais barata que no Brasil", o rapaz teve a oportunidade única de "fazer um intercâmbio gastando pouco dinheiro", além de poder "trabalhar por três meses em call center", conta.

O estudante Igor Barbosa morou em Buenos Aires, na Argentina, e adquiriu muitas experiências
O estudante Igor Barbosa morou em Buenos Aires, na Argentina, e adquiriu muitas experiências

Ao chegar na Argentina, Igor foi se matriculou na Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales (UCES), onde segundo o carioca, os conteúdos pedagógicos e disciplinares abordados em sala de aula são "totalmente diferentes do que estamos acostumados, pois temos que entender outra realidade, aprender adotar uma outra perspectiva de acordo com a cultura de outra pessoa", explica.

Não satisfeito com o ensino rigoroso e diferente da instituição e em busca de ampliar ainda mais o seu conhecimento, o jovem jornalista também frequentou a Universidade de Buenos Aires (UBA) para fazer alguns cursos extras. O estudante descreve o lugar como uma "faculdade pública e universal, sem vestibular" para ser aprovado. O Brasil bem que podia seguir esse exemplo, não acham?

O jovem jornalista Igor Barbosa passou uma temporada estudando e trabalhando em Buenos Aires, na Argentina
O jovem jornalista Igor Barbosa passou uma temporada estudando e trabalhando em Buenos Aires, na Argentina

Adaptação e amizade com o novo idioma

Sair de seu país e deixar a família para viver sozinho não é uma tarefa das mais fáceis. Por isso, Igor conta que apesar da experiência ter sido "muito interessante", o clima do lugar é bem diferente do calor que faz no Rio de Janeiro. Segundo o intercambista, foi um pouco difícil de se relacionar com as pessoas e chegou lá "sem saber o idioma e certas expressões não existem. As pessoas falavam rápido", destaca.

Além disso, as conversas em grupo foram seu grande desafio: "com uma pessoa era mais fácil, com tanta fala paralela em outro idioma, eu ficava perdido. Era bem complicado". Talvez por esse motivo, assim como Karol Queiroz, o estudante levou cerca de quatro meses para fazer amizades e todos os seus amigos eram de nacionalidades diferentes. "Teve chileno e argentino, menos brasileiros e a forma das pessoas se relacionarem é bem diferente, são mais frias", revela.

Igor Barbosa fez várias amizades e até arrumou uma namorada ao fazer intercâmbio em Buenos Aires, na Argentina
Igor Barbosa fez várias amizades e até arrumou uma namorada ao fazer intercâmbio em Buenos Aires, na Argentina

O envolvimento político e atrativos para estudantes

Assim como no Brasil ocorrem vários movimentos em prol do fim da corrupção política que mobilizam milhões de cidadãos às ruas e em Buenos Aires, a situação não é diferente. "As pessoas são mais sérias e leem muito mais, além de serem mais politizadas também", elogia o carioca e diz que "todos os dias via manifestações".

Mas não é apenas isso que torna a cidade atrativa para quem deseja viajar e estudar por lá. O estudante até chegou a arrumar uma namorada argentina e que "medicina é a carreira em que mais vi brasileiros estudando", garante o jovem. Dessa forma, se você quer seguir na área médica e tá a fim de fazer um intercâmbio com preço mais acessível, essa é uma boa opção!

Ao ser questionado se indica outros jovens a seguirem seu exemplo, Igor fala que apesar de ter demorado aproximadamente quatro meses para fazer amizades, "a Argentina enriquece muito culturalmente por um preço muito acessível", finaliza bastante empolgado.

(Escrito por Alberto Rocha)

Principais
notícias
sobre
o mesmo tema