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Estudante da PUC-RJ e participante do Ciências Sem Fronteiras, Rafaella faz o curso de Engenharia de Petróleo nos Estados Unidos.

Depois de se encantar por Portugal e ficar com vontade de ir para a Irlanda do Norte, agora os Estados Unidos é a próxima parada da seção de Intercâmbio do Purebreak!

E a entrevistada é Rafaella Kieds, aluna da PUC-RJ do curso de Engenharia de Petróleo e Gás, que foi para a cidade de Tulsa, localizada no estado de Oklahoma, através do programa do governo "Ciências Sem Fronteiras" e estuda na Univertsity of Tulsa.

Prestes a se despedir dos americanos (ela volta para o Rio de Janeiro em agosto), a estudante destaca na conversa a qualidade de ensino do país de Obama: "Eu queria ter a oportunidade de terminar meu curso aqui pela qualidade de ensino. Em um ano aprendi muito mais do que em três anos na minha universidade brasileira", conta.

Um novo país e culturas

Quanto a adaptação, sempre existe a preocupação de não se encaixar por causa da dificuldade da língua inglesa, mas Rafaella garante que não é tão difícil quanto parece.

Depois de um pequeno período no qual foi se adaptando ao novo lugar, ela diz que ficou bem satisfeita com o formato da faculdade: "As aulas são mais curtas e diretas e a quantidade de créditos cursados por semestre tambem é bem inferior à brasileira, aproximadamente a metade. Isso porque cada materia costuma ser bastante trabalhosa. São de 2 a 3 provas, deveres de casa semanais e quizzes que pode ser realizados diariamente ou espontaneamente, variando de professor a professor. Projetos finais costumam ser bastante complicados e tomar metade do periodo para serem concluídos!", explica.

O contato com os estrangeiros

Essa é a parte que Rafaella mais gostou além da viagem. A futura engenheira falou que foi incrível a experiência de conhecer tantas pessoas diferentes: "Eu aprendi que muçulmanos não toleram contato, americanos são extremamente competitivos e angolanos são quase brasileiros", compartilha.

Sobre a University of Tulsa, a jovem aproveitou todos os eventos organizados pela administração da instituição. E até se tornou uma torcedora de futebol americano por causa dos Giants, os atletas da universidade: "Eu gostava bastante de frequentar a piscina e os eventos semanais de interação entre alunos organizados pela associação de estudantes".

Brasil e EUA: semelhanças além da imaginação

Se você pensou que pelos Estados Unidos serem considerados um país de "primeiro mundo" o Brasil ficaria bem atrás, Rafaella desconstrói o tabu: "O Brasil é cheio de problemas, mas ainda assim incrivel! Um povo extremamente amigável e cheio de amor pra dar! Todo lugar tem seus problemas e os Estados Unidos não estão acima disso", afirma.

Ela ainda brinca com os problemas na hora da alimentação, o que já não é nenhuma novidade para quem conhece a forma de comer dos americanos: "Como sou vegetariana, sofri bastante vivendo do "bandejao" da universidade. Todos os legumes eram congelados e tinham o mesmo gosto, enquanto as frutas não tinham gosto de nada".

Apesar de ter aproveitado muito todos os seus momentos no novo país, Rafaella ainda sente falta do Brasil e se diverte ao comparar as festas daqui e de lá: "O Spring Break jamais substituirá o Carnaval. E na época das festas juninas a saudade apertou muito!", conta.

(Escrita por: Ana Serra)

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