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Desculpa o Textão: precisamos falar sobre assédio dentro das paredes da universidade
Desculpa o Textão: precisamos falar sobre assédio dentro das paredes da universidade
Infelizmente, casos de assédio não estão restritos a transportes públicos e calçadas da rua. Comentários ou mesmo atos indesejados e constrangedores cansam de acontecer dentro das paredes da universidade, por exemplo. Na maioria das vezes, passam despercebidos pela relação de autoridade entre professor e aluna (o). E é sobre isso que o Desculpa o Textão vai falar desta vez.

Se você é mulher ou pertence a algum grupo social e historicamente marginalizado na sociedade, com toda a certeza, sabe o que é assédio. Não existe hora, lugar ou idade para você ser vítima de um ato constrangedor e humilhante. Nas universidades, por exemplo, isso é mais comum do que a gente imagina entre alunas (os) e professores ou demais funcionários. Mas não é porque você está ali na condição de estudante que precisa relevar atitudes como essas. O Desculpa o Textão te explica o porquê.

Como identificar

O assédio é algo agressivo. Ele constrange, humilha e deixa bem claro quem está na situação de oprimido e quem está na de opressor.

Se algum comentário ou mesmo uma abordagem, nem que seja um toque no seu braço, te deixou desconfortável, saiba que não é "mimimi" ou imaginação da sua cabeça. Não importa que seja um professor de uma disciplina difícil, diretor "mega respeitado" na instituição ou etc. Você não é obrigada (o) a passar por nada que não queira.

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Tipos de assédio

O assédio pode ser verbal, moral, sexual, psicológico e até mesmo virtual. Aliás, não é porque ele é o seu professor que você precisa corresponder às mensagens invasivas disfarçadas de "elogios" que, de repente, ele começa a mandar na sua rede social, por exemplo. Inclusive, neste vídeo da youtuber Maíra Medeiros é possível entender melhor a diferença gritante entre assédio e elogio. Se atente!

Dados e pesquisas

Embora seja uma realidade diária, pesquisas a respeito não são tão populares. Isso porque nem todo mundo se sente confortável em denunciar. Uma das poucas é a do Instituto Avon, feita em 2015. Dados mostraram que 56% de alunas de graduação e pós disseram já ter sofrido assédio de professores, estudantes e demais funcionários.

Lembrando que casos assim também podem partir dos próprios alunos e não só do corpo docente. No mês passado, repercutiu o caso de uma aluna de Direito da Universidade Vila Velha. A vítima não identificada, de 22 anos, estava no banheiro feminino quando um aluno do curso invadiu o espaço e a ficou observando e fazendo gestos inapropriados. A jovem pediu ajuda rapidamente a um amigo por mensagem que veio ao seu encontro.

E agora?

Por mais assustador que pareça expor uma situação dessas, denunciar e falar sobre isso é extremamente necessário para que episódios semelhantes ou piores não se repitam. Nem que seja falar com um amigo ou alguém da sua confiança que possa te ajudar a esclarecer o que está acontecendo. Assédio é crime e as universidades precisam ser cobradas quando situações como essas acontecem dentro de seus espaços.

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