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A cinebiografia de Elton John, ao mesmo tempo que tem o compromisso de apresentar sua conturbada trajetória, também mostra ao espectador um mundo distópico e emocionante de músicas, ressentimentos, amores, distúrbios, drogas e, principalmente, muitos sentimentos de um dos maiores artistas de todos os tempos.

O Purebreak, à convite da Paramount, pôde conferir "Rocketman" antes da estreia do longa no Brasil, que será na próxima quinta-feira (30). A produção não é só mais uma cinebiografia de um grande artista da música, a exemplo dos recentes "Bohemian Rhapsody" e "The Dirt", que demonstram a necessidade de ter um compromisso fiel com a realidade e, com isso, assumem o risco de serem alvos de duras críticas, como aconteceu com o filme que retrata Freddie Mercury e seu Queen. Mas é nesse erro de seus antecessores que "Rocketman" acerta em cheio.

Exatamente pelo fato de não focar em datas específicas é que a história de Elton John, dirigida por Dexter Fletcher e com roteiro de Lee Hall, consegue sugar o telespectador pra ela de uma forma que você se sente parte daquilo tudo e nem vê o tempo passar na sala do cinema. Aqui, a música não aparece só nas performances de nosso protagonista, brilhantemente interpretado por Taron Egerton, conhecido por "Robin Hood" e "Kingsman", mas também é um meio de ditar o ritmo da história e mostrar os sentimentos mais crus de Elton conforme sua vida avança.

Não só uma biografia, essa produção é, principalmente, um musical e uma representação muito subjetiva da realidade do dono do hit super regravado "Your Song" - que está no longa em uma cena fantástica e carregada de emoção, diga-se de passagem. O início da projeção, que mostra Elton chegando em uma sessão de terapia em grupo de uma clínica de reabilitação com um de seus tradicionais looks super chamativos e espalhafatosos (imagem abaixo), e revelando todos os distúrbios que sofre em um desabafo emocionado e ansioso já dá o tom intimista e frequentemente sombrio do filme até o fim.

"Rocketman" abre com Elton John (Taron Egerton), vestido o figurino da imagem, em uma sessão de terapia de grupo
"Rocketman" abre com Elton John (Taron Egerton), vestido o figurino da imagem, em uma sessão de terapia de grupo

A partir daí, entramos em uma viagem que passa pela infância de um garotinho tímido e prodígio no piano, a vida conturbada com seus pais, a sensação de pertencimento ao conhecer o cara que viria a ser seu melhor amigo e principal compositor, Bernie Taupin, suas relações amorosas fracassadas, a revelação de que é gay e como seus vícios em drogas e bebidas quase o fizeram perder tudo que conquistou.

Reparem que ele vai tirando partes da roupa da terapia conforme a história avança, uma clara representação da desconstrução do personagem "Elton John", que criou para fazer desaparecer o pequeno Reggie Dwight (Matthew Illesley/Kit Connor), sua verdadeira identidade que nunca conseguiu aceitar.

"Rocketman" é uma história emocionante, profunda e, em alguns momentos, até desconfortável - o próprio Elton John, que é produtor executivo do filme, fez questão de não suavizar nenhum aspecto dos seus percalços -, que apresenta exatamente o que propõe em seu subtítulo brasileiro: "Para contar sua história, é preciso viver sua fantasia" (imagem abaixo).

"Rocketman": poster nacional tem frase que resume bem o filme estrelado por Taron Egerton na pele de Elton John
"Rocketman": poster nacional tem frase que resume bem o filme estrelado por Taron Egerton na pele de Elton John

Não deixe de ir ao cinema para sentir todas as sensações da vida de um dos maiores músicos de todos os tempos, que você pode ter um gostinho de como é no trailer abaixo, e levar sua mãe com você, porque ela provavelmente viu isso tudo acontecer! "Rocketman" estreia na próxima quinta-feira (30) em todo Brasil.

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