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O youtuber Guigo Kieras foi agredido pela PM de São Paulo e tundo indica que foi um caso de homofobia
O youtuber Guigo Kieras foi agredido pela PM de São Paulo e tundo indica que foi um caso de homofobia
O Carnaval chegou ao fim no último final de semana mas não acabou bem para o youtuber Guigo Kieras. Após o bloco Largadinho, que rolou sábado (9) em São Paulo, comandado pela cantora Claudia Leitte, Guigo e um amigo resolveram se proteger da forte chuva que caía na cidade e o rapaz foi espancando por um grupo de políciais militares de São Paulo.

Depois de muita festa, o Carnaval acabou definitivamente no último final de semana e agora chegou o momento de voltar à realidade. No entanto, esse momento chegou antes para o influenciador digital Guigo Kieras. Após o bloco Largadinho, que rolou no sábado (9), em Barra Funda, na cidade de São Paulo, uma forte chuva caiu e o público se dispersou rapidamente para se proteger da tempestade. O youtuber e um amigo resolveram se proteger na marquise de uma churrascaria, onde também havia um grupo de polícias militares. Eles foram informados que não podiam ficar ali e seguiram para debaixo de uma árvore. Os PMs disseram que os dois também não poderiam ficar ali e quando Guigo resolveu questionar, as agressões começaram.

"Uns policiais foram até a gente e um deles falou que ali também não podíamos ficar. Eu questionei já que não estava atrapalhando o trabalho dos policiais, não tinha ninguém por ali e não havia nenhum problema aparente. Nisso nós fomos respondidos com cacetadas, eles saíram correndo atrás da gente. Meu amigo foi para um lado, eu fui para o meio da multidão, meu amigo caiu no chão mas conseguiu se safar da polícia depois de levar algumas porradas", contou o rapaz em entrevista ao G1. "Acabei sendo pego, fui arrastado até uma rua afastada, onde estavam os carros da PM estacionados. Ali foram socos, pontapés, porrada na boca, mata-leão, foi uma sessão de tortura", completou.

E assim foi o final do meu bloco neste último sábado. Fui na companhia de alguns amigos no bloco Largadinho, na Barra Funda. Estava muito feliz pois sou fã da Claudia Leitte e tudo estava muito leve e descontraído. Quase no final do circuito, uma chuva muito forte começou, obrigando o público a procurar por abrigo. Tentei com um amigo me abrigar embaixo de uma marquise na Avenida Marques de São Vicente, onde um grupo de policiais militares se protegiam e fomos impedidos, um dos policiais informou que não podíamos ficar ali, sem questionar saímos e andamos mais alguns metros, nos alojando embaixo de uma árvore próxima dessa marquise, onde não havia ninguém e fiquei abraçado com ele para me proteger do frio, nisso um policial começou a gritar dizendo que ali também não podíamos ficar, eu questionei porque não havia motivo aparente para não poder, fomos em seguida perseguidos por 4 a 5 PMs que nos batiam com cassetetes, chegando a me perseguir na rua, me levar a força para uma rua afastada, onde levei socos, chutes e fui desacordado por uma mata-leão. A última coisa que lembro antes de perder a consciência foi de pedir para não morrer, e segundos após acordar, me recordo de pedir pra ir embora. Fui chutado para a rua, onde, sangrando muito pela boca e rosto, saí em busca de ajuda. O que mais me dói não é o que passou comigo, mas é saber que essa é a realidade de milhares de jovens brasileiros, que dependem desses profissionais despreparados e desequilibrados. Precisamos de segurança, de respeito, e, principalmente, de mais amor no coração. Tá difícil...

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É muito importante ressaltar que Guigo e o amigo, João Henrique Félix, estavam abraçados em baixo da árvore para se proteger do frio e esse fato aumenta as suspeitas de um caso de homofobia. Afinal, não é novidade para ninguém que o Brasil é um dos países que mais mata LGBTs no mundo. E como se isso já não fosse suficiente, nós também temos um presidente que só reforça discursos homofóbicos. Talvez seja por isso que a polícia militar do estado de São Paulo tenha se sentido "à vontade" para cometer o possível crime.

Aliás, esse é um ponto que precisa ser discutido com bastante seriedade. Nós não estamos falando de um caso de homofobia entre civis - que já seria grave o suficiente - e sim de um crime cometido pela polícia militar, uma instituição que representa o Estado - que deveria nos dar assistência. Puxado, né? Como se sentir seguro em uma cidade que esse tipo de coisa acontece? E que não seja a homofobia o motivo das agressões, o que leva a polícia a reagir dessa forma? Mesmo se Guigo tivesse cometido qualquer tipo de crime, existem leis para resolver isso e violência física não é uma delas.

Felizmente, o final dessa história foi bastante positivo para o cantor - se é que podemos falar assim, né? O caso ganhou bastante repercussão e o rapaz ganhou muito apoio, até de Claudia Leitte, que comandava o bloco. E de acordo o capitão Osmário Ferreira, os agentes responsáveis pela violência já foram afastados e esse foi um caso isolado. Ferreira disse que a missão da PM é proteger e que as imagens da agressão serão avaliadas. "isso será investigado durante todo o processo. As imagens foram encaminhadas para o 4º Batalhão, que já instaurou inquérito policial militar, uma autoridade analisará todos os fatos e tomará todas as providências. Os policiais já foram afastados e estão sendo ouvidos", declarou o capitão ao G1.

Esse foi um momento de alegria que gostaria de compartilhar com vocês. A foto foi tirada durante o bloco Largadinho, no último sábado. É essa a recordação que deixaremos dentro do coração, mas por enquanto estamos na luta por JUSTIÇA. Estamos recebendo um alcance inesperado pela mídia, artistas e da população em geral que estão nessa junto à gente ❤️ Existem alguns mal intencionado que estão espalhando fake news afirmando que estávamos assaltando e por isso fomos agredidos pela polícia, quanto à esses também terão que responder legalmente pelo o que estão afirmando sem qualquer prova ou embasamento, fiquem tranquilos. Vamos até o fim nessa POR TODOS QUE PASSAM DIARIAMENTE POR ISSO E NÃO CONSEGUEM O MESMO APOIO POPULAR. Estamos todos juntos nessa. Obrigado por todo apoio. Vamos pra cima, conseguiremos justiça! ❤️🏳️

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O Purebreak declara todo apoio a Guigo e, caso provado que houve crime de homofobia, precisamos fazer que esse assunto seja mais discutido na mídia, assim como o racismo e casos de violência contra mulher. No entanto, não podemos terminar esse texto sem falar sobre privilégios. Guigo é um homem gay, branco, cis e que está dentro do padrão. Graças a Deus ele conseguiu sair vivo dessa, mas isso dificilmente aconteceria se ele fosse, por exemplo, um homem negro. Pois é, bastar dar uma rápida olhada nos noticiários para saber a como a PM trata a população negra. Ou seja, além de falar sobre racismo e homofobia, precisamos discutir a forma truculenta como a polícia age em nosso país. Até quando o Estado vai agir dessa forma com a gente?

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