Larissa Barros Redatora
A louca do K-Pop e música em geral, adoro saber tudo de novo que surge no mundo, de teorias da conspiração até o último modelo de celular. Aquariana raiz, adoro tudo que é diferentão e não faço nada sem uma trilha sonora para acompanhar.
A ex-ginasta Lais Souza falou sobre um assunto extremamente delicado e revoltante durante uma entrevista para o canal do ex-"BBB" Rodrigo Mussi. A mulher contou que foi abusada enquanto estava paralisada, logo após seu acidente e falou sobre medo de ser morta caso denunciasse

Lais Souza, aos 34 anos, compartilhou, nesta segunda-feira (28), que enfrentou abusos por parte de cuidadores após ficar tetraplégica. A ex-ginasta ficou sem os movimentos de braços e pernas devido a um acidente enquanto esquiava em 2013, quando se preparava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi 2014.

"Já fui abusada antes, quando tinha quatro anos, e depois do acidente, que foi quando realmente fiquei super vulnerável. Foram abusos inesperados. Eu estava totalmente vulnerável: deitada, dormindo... não estava nem vendo o que estava rolando. E não tenho sensibilidade em 100% do corpo", disse Lais ao canal "Café com Mussi", apresentado pelo ex-"BBB" Rodrigo Mussi.

Lais fala que teve medo de ser morta, mas decidiu denunciar mesmo assim

Desde então, Lais tem investido seu tempo em palestras e atividades no mundo das artes plásticas. Durante a conversa, ela também contou mais detalhes sobre a maneira como os abusos ocorriam. "Sinto que está tudo certo e a pessoa se aproveita daquilo. Se eu deitar de barriga, acabou, não sei o que está rolando, porque tenho pouca sensibilidade. São muitos procedimentos que preciso fazer de barriga para a baixo. Isso é só um exemplo", destacou.

Ao falar sobre o ato de denunciar os agressores, Lais compartilhou seus medos em relação à sua segurança: "Simplesmente denunciei. Em alguns casos, me deu medo. Fiquei com medo de a pessoa vir atrás e me matar. Não houve ameaça, só medo e insegurança mesmo. A maioria dos abusos foi quando eu estava quase dormindo. Já aconteceu tanto com homem quanto com mulher. Com homem gay, mulher gay... é uma parada estranha, mas a gente tem que se educar e ver mais essas coisas", pontuou.

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