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Rebeca Andrade levou "Baile de Favela" às Olimpíadas de Tóquio 2020 e trouxe um marco importante ao nosso país: primeira ginasta brasileira a subir em dois pódios, sendo uma medalha de ouro na disputa de salto. A atleta, de 22 anos, é mulher, negra e nascida na periferia e de mãe solo: "Me sinto muito orgulhosa de mim, porque consigo representar a força da mulher"

Rebeca Andrade é a nova inspiração para as futuras gerações da ginástica. A atleta conquistou a primeira medalha olímpica feminina e foi também a primeira brasileira a subir em dois pódios pelas Olimpíadas de Tóquio, no Japão. Aos 22 anos, ela conseguiu consagrar seu nome na história dos jogos olímpicos pela prata e o ouro na disputa de salto no último domingo (01).

Além das duas medalhas, Rebeca também teve recordes superados e isso é muito importante para a história do Brasil em competições de altíssimo nível, como as Olimpíadas. Esse marco, inclusive, a surpreendeu. "Não sabia disso não, mas me sinto muito orgulhosa de mim, porque consigo representar a força da mulher. As pessoas sabem como é difícil estar aqui, então imagina como difícil trazer duas medalhas", disse.

Rebeca representa a mulher negra e da periferia no esporte

Desde nova, Rebeca, nativa do signo de touro, esteve em busca de um espaço no esporte como mulher negra. Os primeiros passos aconteceram graças a um projeto social e os treinos era sempre na companhia de seu irmão, mas a pé. A ginasta enfrentou adversidades econômicas e sociais nesse meio tempo, sem falar as três cirurgias no joelho nas quais precisou se submeter.

"É muito legal, porque a gente não vê muitas pessoas negras no esporte. Hoje em dia que está aparecendo mais. A gente pode se espelhar. Abro as redes sociais e um monte de página falando sobre minha música, sobre minha série. É muito bom ter meu trabalho reconhecido", destacou. Ao som de "Baile de Favela", de MC João, que Rebeca Andrade alcançou seu maior feito pelas Olimpíadas.

Criada por mãe solo e se recuperou de lesões

Quem ficou emocionada e contagiou os telespectadores com suas lágrimas nos olhos foi Daiane dos Santos, considerada a precursora da ginástica artística brasileira. A ex-ginasta reforçou que Rebeca Andrade foi criada por mãe solo e também comentou sobre suas lesões.

"Agora a gente tem a primeira medalha do Brasil na ginástica artística com uma negra. Isso é muito forte. Até pouco tempo os negros não podiam competir em alguns esportes. É uma menina que veio de origem humilde, criada por uma mãe solo, a dona Rosa, pois o pai da Rebeca é vivo, mas não é presente na vida dela. Veio de várias lesões para ser a segunda melhor atleta do mundo", disse, Daiane dos Santos, sendo elogiada por Galvão Bueno:

"Você é uma das que começou esse caminho, precursora dessa medalha, você falou muitíssimo bem, falou muito bem. O abraço e o beijo estão dados". Assista os saltos que garantiram o ouro de Rebeca Andrade:

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