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Conheça cinco histórias inspiradoras de transição capilar
Conheça cinco histórias inspiradoras de transição capilar
Vez ou outra o Purebreak resolve falar sobre transição capilar. Mas nada como ouvir conselhos e relatos de experiências de quem, de fato, viveu (ou está vivendo) o processo. Entrevistamos cinco meninas, cada uma com um depoimento diferente, mas todas com uma nova visão sobre si mesma. Se você precisa de uma inspiração, um incentivo, veio ao lugar certo!

Livre. Persistente. Mulherão da P****. Florescimento. Livre, de novo. Foram estas as palavras usadas pelas cinco meninas entrevistadas para definir a si mesmas depois da transição capilar. Júlia, Bruna, Thaynara, Larissa e Anelise pararam para contar um pouco de suas histórias ao Purebreak. E já podemos adiantar que não, o processo não é nada fácil. Mas representa um divisor de águas na vida de cada uma.

Você não está sozinha!

Volta e meia a gente vê uma famosa falando a respeito e encorajando meninas por aí. Mas, ainda assim, o Purebreak sabe que é difícil dar o primeiro passo, né?! Por isso, entrevistamos cinco meninas, entre 19 e 24 anos, que, podem, de uma maneira ou de outra, servir de inspiração para você que está lendo esta matéria. Afinal, você não está sozinha.

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Cinco histórias para te inspirar

Júlia Cruz, estudante de Psicologia, conta sua históira de transição capilar
Júlia Cruz, estudante de Psicologia, conta sua históira de transição capilar

Júlia Cruz tem 19 anos e é de Três Rios (RJ). Só agora está conhecendo o seu cabelo de verdade. A estudante de Psicologia decidiu aderir à transição pouco antes da sua formatura no Fundamental, em 2017. Já são quase dois anos nesse processo, mas agora, ao final, Júlia garante que está se sentindo muito mais livre e bonita.

"O processo em si tá sendo cansativo. Minha raiz é crespa então pra mim foi uma grande dificuldade porque eu passava um bom tempo usando várias técnicas pra igualar o cabelo e eu me recusava a usar a chapinha. Eu me senti, por vários meses, bonita; depois eu me sentia aflita e queria que acabasse logo, fiquei com medo de não ter o cabelo do jeito que eu imaginava. Agora, eu tô praticamente no final, me sinto bem mais livre e feliz, primeiro por ter aguentado passar por isso tudo e segundo por estar me sentindo bem mais eu, bem mais bonita, bem mais livre", contou.

Se fosse escolher duas palavras para definir a si mesma, "pressionada" seria a Júlia antes da transição e "livre", a Júlia depois do processo.

Bruna Vilar, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar
Bruna Vilar, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar

Bruna Vilar, da Vila da Penha (RJ), também está enfrentando o processo de transição capilar. A estudante de Jornalismo está há oito meses sem fazer progressiva no cabelo. Mas essa não é a primeira vez que Bruna tenta largar a chapinha.

"Decidi parar em 2014, quando não aguentava mais ver meu cabelo quebradiço pela química e tava cansada de fazer retoque na raiz: o hidróxido de sódio causa algumas feridas no couro cabeludo e deixa o cabelo poroso e estático, duas características que me faziam odiar meu visual na época. Eu voltei a fazer químicas depois desse período, mas foi nesse momento que olhei no espelho e falei: "não quero mais!", contou a jovem de 20 anos.

Apesar de ter cortado as químicas no cabelo, Bruna admitiu que ainda não consegue assumir a raiz. "Ainda não consigo assumir a raiz como ela está e uso muito secador pra abaixar o cabelo e conseguir sair de casa pra ir à faculdade e ao estágio. Há um mês, mais ou menos, fiz uma cauterização pra abaixar o volume e conseguir terminar o processo sem recorrer a medidas mais drásticas, como o alisamento da progressiva".

Segundo a estudante, as palavras "influenciável" e "livre" definem a Bruna de antes e durante o processo, respectivamente.

Thaynara Firmiano, estudante de Jornalismo, conta sua história de transição capilar
Thaynara Firmiano, estudante de Jornalismo, conta sua história de transição capilar

Thaynara Firmiano, de 24 anos e moradora de Irajá (RJ), já finalizou o processo de transição capilar. A decisão veio no meio do ano de 2017, embora não fizesse progressiva desde janeiro. "Eu finalizei a transição em fevereiro deste ano, quando fiz meu último big chop. O primeiro eu fiz em outubro de 2018. Foi um dia extremamente feliz. Eu me vi renovada". contou.

Pra quem não sabe, o "big chop" é um tipo de corte que tira a parte alisada dos fios. É ideal para quem adere à transição capilar e não quer ficar com uma parte do cabelo lisa e outra ondulada.

O processo não foi fácil, tanto que começou escondido, sem comentar com ninguém. Mas, felizmente, Thaynara pôde contar com os incentivos da namorada, hoje sua atual esposa. "Durante o processo, também tem o fato de que eu decidi fazer a transição para ser exemplo pra uma prima minha. Ela tem nove anos, é negra e tem dificuldade de se aceitar. Então, como ela me vê como exemplo, eu decidi que preciso mostrar o quanto ela é bonita com o cabelo natural, a pele e tudo.. Atualmente eu só continuo arriscando nas pinturas mesmo. Eu gosto de mudar a cor, mas não quero nem pensar em alisamento", disse.

Antes Thaynara se sentia "padronizada" e hoje, finalizada a transição, "livre".

Larissa Rios, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar
Larissa Rios, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar

Larissa Rios, de Nova Iguaçu (RJ), tem 19 anos e já finalizou o processo de transição capilar. A decisão veio quando tinha 14 anos e o fato de estar no auge da adolescência, no primeiro ano do Ensino Médio, tornou o processo ainda mais difícil. Mas a estudante de Jornalismo tinha na mãe, que estava encarando a transição, a sua maior referência.

No entanto, não era o cabelo crespo que Larissa queria quando decidiu deixar o alisamento de lado. Durante um ano, Larissa fez permanente afro para simular um cabelo cacheado. Aos 15, decidiu deixar o cabelo crescer, sem fazer nada para, enfim, fazer o primeiro big chop.

"Mudou completamente a minha vida, a minha autoestima", contou. "Eu sempre me vi como uma pessoa negra, mas me ajudou muito a afirmar minha negritude porque é muito diferente você se ver como uma pessoa negra até você achar bonito ser negro. Foi muito importante pra mim entender que o cabelo crespo é um cabelo bonito e isso tudo começou lá com a minha mãe, vendo o cabelo dela. Hoje eu tenho a liberdade de usar meu cabelo do jeito que eu gosto, mas com a forma dele, com essa curvatura. Tenho o cabelo tipo 4A e eu amo meu cabelo tipo 4A", completou.

Para a estudante, a transição capilar foi como um processo de metamorfose. Antes, ela vivia num casulo, presa e, hoje, com o cabelo natural, se transformou numa verdadeira borboleta. Em outras palavras, um mulherão!

Anelise Gonçalves, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar
Anelise Gonçalves, estudante de Jornalismo, conta sua históira de transição capilar

A estudante de Jornalismo Anelise Gonçalves, também já encerrou o processo e hoje já pode desfrutar dos fios naturais. Tudo começou em novembro de 2014, quando sua cabeleireira não tinha horário para alisar suas madeixas. Foi aí que decidiu encarar o desafio que a deixaria bem mais madura. "Eu comecei a buscar formas de como tratar o cabelo em si e não do quão feio ele ia ficar. Enfrentei a transição por mais ou menos um ano e aí depois ele foi crescendo", contou.

"Eu sempre tive muito problema em aceitar o meu cabelo. Eu sempre tive muito problema em me aceitar. 2014 foi o ano que mudou minha vida mesmo. Acho que se fosse hoje eu não teria a mesma coragem que tive antigamente", admitiu. "Às vezes eu me olhava no espelho e me achava horrível, mas foi um processo que ao mesmo tempo cresceu meu cabelo e eu cresci junto", concluiu.

"Medo" foi a palavra que a moradora de Ricardo de Albuquerque (RJ) escolheu para definir a Anelise de antes da transição. Já "Florescimento" é a palavra que mais a representa hoje, com seus cachos.

Transição capilar é isso, né?! Um passo de cada vez. E aí, já resolveu quando vai dar o seu?!

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