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CPI da Covid-19: 12 revelações feitas que você precisa saber
CPI da Covid-19: 12 revelações feitas que você precisa saber
A maneira como o governo brasileiro vem lidando com a situação da Covid-19 no país tem deixando bastante a desejar. Com cerca de 430 mil mortes e apenas 17% da população vacinada, resolveu-se instaurar uma CPI (Comissão parlamentar de inquérito) para apurar se o presidente Jair Bolsonado e o governo federal estavam tomando as medidas adequadas para conter a pandemia.

Você não precisa estar lendo todas as notícias ou assistindo jornal todos os dias para saber que o Brasil se encontra em uma situação muito complicada no que diz respeito à situação da Covid-19. Já são cerca de 430 mil mortes por conta da doença e apenas 17% da população foi vacinada. Enquanto outros países já se programam para ter shows, aqui no Brasil parece que pandemia nunca vai ter fim.

Foi justamente por isso que, no dia 27 de abril de 2021, o Senado Federal resolveu instar uma CPI (Comissão parlamentar de inquérito) para investigar e discutir as ações tomadas pelo governo federal no combate à Covid-19. Ao longo das últimas semanas, várias pessoas foram ouvidas e aqui estão 12 revelações feitas na CPI que você precisa saber:

1 - Luis Henrique Mandetta, que foi demitido do cargo de ministro da Saúde em abril de 2020, declarou que tentou avisar Bolsonaro diversas vezes sobre o agravamento da pandemia no Brasil. O médico chegou a fazer uma projeção que indicava o número de 180 mil mortos no país até o fim de 2020 e mesmo assim o presidente seguiu ignorando as medidas preventivas recomendadas por cientistas.

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2 - Mandetta também mostrou uma carta que mandou para o ex-militar em março de 2020 alertando sobre o colapso que o sistema de saúde brasileiro entraria se medidas efetivas não fossem tomadas. O ex-ministro disse que o presidente buscava conselhos fora do Ministério da Saúde.

3 - O ex ministro também disse que o Planalto considerou modificar a bula da cloroquina por meio de um decreto do presidente para autorizar o uso do remédio contra a covid-19, já considerado ineficaz.

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4 - Nelson Teich, que assumiu o Ministério da Saúde logo após a saída de Mandetta, ficou menos de um mês no cargo. Em seu depoimento à CPI, Teich contou que pediu demissão porque não tinha a autonomia necessária para exercer o cargo. O médico usou como o exemplo o desejo de Bolsonaro em fazer a cloroquina como o remédio que iria tratar as pessoas da Covid-19.

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5 - Marcelo Queiroga, atual ministro da Saúde, foi o que teve o depoimento menos revelador. Na verdade, Queiroga evitou falar sobre o que achava do posicionamento de governo federal referente à situação da pandemia no Brasil. Ele só admitiu que o governo estava divulgando um número maior de vacinas do que realmente tinha. Estava sendo noticiado que, até o final de 2021, seriam 560 milhões de doses de vacinas compradas. Porém, Queiroga foi corrigido e declarou o número de 430 milhões.

6 - Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) do atual governo, admitiu que uma carta enviada pela Pfizer ao Brasil em setembro de 2020, que falava sobre oferta de vacinas, foi ignorada por dois meses.

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7 - Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária), cargo ocupado por indicação de Jair Bolsonaro, fez questão de se opor ao uso da cloroquina como forma de tratar a Covid-19 e confirmou uma reunião que rolou no Palácio do Planalto onde foi considerada mudança da bula do remédio, mas o mesmo vetou a decisão.

8 - Carlos Murillo, atual gerente-geral da Pfizer na América Latina, declarou à CPI da Covid que o governo brasileiro deixou de fechar um acordo que garantiria 4,5 milhões de doses a mais de imunizantes da farmacêutica até março deste ano.

9 - Murillo também informou que, apesar do primeiro contrato entre o Brasil e Pfizer ter acontecido apenas em março de 2021, a empresa tentou uma primeira conversa com o governo brasileiro ainda em maio de 2020 e fez mais três em agosto daquele ano.

10 - Carlos Murillo detalhou que, em 14 de agosto de 2020, foram ofertadas duas possibilidades de compra total: 30 milhões ou 70 milhões de doses, com uma parte da entrega ainda para aquele ano. Sem resposta, a Pfizer tentou contato também no dia 18 e depois em 26 de agosto.

11 - Caso o governo federal tivesse aceitado a oferta de 70 milhões de doses, segundo Murillo, seriam 1,5 milhão de vacinas aplicadas ainda em 2020; 3 milhões no primeiro trimestre de 2021; 14 milhões no segundo trimestre de 2021; 26,5 milhões no terceiro e 25 milhões até o final deste ano. No entanto, foi apenas neste mês de março, com um pedido de 100 milhões de doses, que um contrato foi assinado. Ou seja, foi por conta desse atraso que o Brasil deixou de garantir 4,5 milhões de doses até o começo do ano.

12 - Carlos Murillo também disse que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, o ministro da Economia, Paulo Guedes e o ex-secretário de comunicação, Fabio Wajngarten, também participaram de reuniões sobre a contratação das vacinas.

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