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Estreou nesta quarta-feira (10) a série "Reality Z", primeira produção brasileira da Netflix sobre apocalipse zumbi. Apesar de já estarmos acostumados com tramas desse tipo sendo feitas nos Estados Unidos, esse ainda é um tipo de história um tanto quanto inédita aqui no nosso país. Aproveitando a temática, o Purebreak pediu dicas de confinamento para o elenco.

Se você é um típico viciado em séries, com certeza já viu alguma produção sobre apocalipse zumbi. Apesar de ser um gênero muito popular nos Estados Unidos, chegou a hora do Brasil ter uma trama desse tipo para chamar só de sua. Estreou nesta quarta-feira (10), pela Netflix, a série "Reality Z". O seriado mostra, mais especificamente no Rio de Janeiro, o que aconteceria no país se um apocalipse zumbi começasse. Você já imaginou como reagiria nessa situação? É bem provável que, nesse caso, o isolamento social seria indicado e, coincidentemente, é também pelo o que estamos passando atualmente. Pensando nisso, o Purebreak conversou com o elenco de "Reality Z" e pediu conselhos para lidar melhor com o confinamento.

Claudio Torres

Para o diretor da série, que também é o roteirista, escrever e documentar o que está acontecendo neste momento pode ser uma ótima forma de ser manter concentrado em algo durante o isolamento social. "Eu sou um diretor que escreve, né? Eu liguei o meu lado roteirista. E o roteirista é um infeliz que vive confinado. Existe uma piada que diz: 'sabe por que um roteirista não vai na janela de manhã? Se não ele não tem o que fazer de tarde'. Escrever é de alguma maneira de você se isolar e mergulhar dentro de um universo imaginário", contou o diretor de "Reality Z". "Preocupado com o mundo, com tudo. Mas é um pouco do que as séries de zumbis ensinam pra gente. Diante de uma adversidade sem forma, sem sentido, a gente descobre a nossa força interior. Os nossos melhores e piores lados. Eu acho que se tem algum recado, é: produza, escrevam sobre isso, mergulhem na reprodução e na metaforização que tá acontecendo com a gente", completou.

Anna Hartmann

Para a intérprete de Nina, ver o que as pessoas andam fazendo na internet também ajuda bastante. "Yoga, música, livros, filmes e séries. Consumir tudo de arte possível. Olhar as lives das pessoas também tem me ajudado muito. É tão bom ver as pessoas mostrando o melhor de si mesmas nas lives, pra levantar o nosso astral", declarou.

Sabrina Sato

Nossa querida Divina disse que também tem se apegado a filmes, músicas e séries. No entanto, também se deu um tempinho para pirar. "Eu comecei assim: primeira e segunda semana eu coloquei todo mundo do escritório pra ajudar a tentar ir atrás das empresas e fazer doações. Aí na terceira semana eu dei uma pirada (risos). Depois eu comecei com exercícios; voltei a estudar, ler e a me levantar de novo na quarentena, cuidando da Zoe e da casa. O que nos salva, nesse momento, é a gente pode recorrer à séries, filmes e livros. É o que tem salvado a gente, com certeza", concluiu.

Guilherme Weber

Responsável por interpretar o vilão Brandão, Guilherme comentou com bastante lucidez o papel da arte neste momento de quarentena. "Eu tô no esquema livros, filmes, séries e música. Com isso, a gente acaba reforçando todas as campanhas de valorização a cultura. Porque você percebe que, na verdade, a arte e acultura, nessas horas, são o que te salva. Não só porque ocupa o seu tempo, mas é o que mantem a sanidade. O que estimula a sua subjetividade - que na verdade é do que o mundo é feito. É quase como se você pudesse continuar vivendo algumas riquezas da vida, mesmo no confinamento. Então, mantendo viva a sua subjetividade, você não se torna só um objeto sobrevivente, fazendo novamente uma analogia com zumbis. O que os sobreviventes de uma pandemia zumbi sofrem, é que eles precisam, simplesmente, lutar pela vida. Não existe subjetividade. Por isso são tão necessárias a arte e a cultura que a gente consegue consumir nesse isolamento. Faz com que a manutenção da subjetividade nos mantenha vivo para além da necessidade, para além do arroz e feijão", opina Weber.

No entanto, Guilherme também faz questão de reforçar que existe um privilégio em relação ao que se consegue ser feito durante o isolamento social. "Tudo isso que a gente falou, dos livros, da yoga, da música, dos filmes... Não tem nenhum traço de romantizar. É saber que somos privilegiados de ter acesso a isso tudo. Mas também há uma profunda dor e desespero ao pensar nas pessoas que não podem viver o isolamento com esse grau de refinamento, proteção. Porque romantização de quarentena é privilégio de classe. São várias as importâncias que iremos herdar desse período de isolamento, uma delas é entender o privilégio de classe", alertou Guilherme.

E aí, anotou todas as dicas? Se há espaço para mais uma, se liga na do Purebreak: que tal fazer uma maratona de "Reality Z" na Netflix? Com apenas 10 episódios, temos certeza que os amantas do gênero vão curtir a produção.

Netflix
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