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Foi divulgado o inquérito sobre a queda de avião que causou a morte de Marília Mendonça. A família da cantora, porém, afirmou que faltou transparência e algumas questões não foram respondidas.

O inquérito da morte de Marília Mendonça apontou que a culpa do acidente de avião foi dos pilotos da aeronave, que não estavam familiarizados com a região da Serra da Caratinga, local onde aconteceu a queda. Porém, a família da cantora questionou a decisão da polícia. João Gustavo, irmão de Marília Mendonça, afirmou para o jornalista Lucas Pasin que a justiça não foi feita e o advogado da família detalhou pontas soltas do caso. Entenda.

Família de Marília Mendonça rebate polícia

Em conversa com o jornalista Lucas Pasin, da Uol, o irmão de Marília Mendonça questionou o inquérito sobre a queda do avião divulgado pelas autoridades nesta quarta-feira (04). Segundo João Gustavo, foi conivente para a polícia culpar apenas os pilotos da aeronave, que já morreram no acidente. Para ele e sua família, faltou culpar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutica, o avião colidiu com uma linha de distribuição da empresa e isso foi um "fator determinante" para que o acidente acontecesse.

"Faltou transparência. Para a família continua a dúvida. Achamos que para eles foi cômodo culpar os pilotos e isentar a companhia energética de Minas Gerais. Eles mesmo se culparam sinalizando os fios de alta tensão após o acidente. Isso é um fato, e contra fatos não há argumentos", afirmou João Gustavo.

3 pontas soltas na morte de Marília Mendonça

O advogado da família de Marília Mendonça, Robson Cunha, também criticou a decisão da polícia. "O que nos deixa com mais dúvidas do que com respostas, é o fato de ter sido apresentados argumentos 'rasos'da ocorrência. O delegado responsável não demonstrou esforços para apresentar provas periciais capazes de ultrapassar alegações comuns e midiáticas acerca do caso", afirmou. Robson pontuou ainda 3 pontas soltas que continuam sem solução no caso:

1) Por que não foi respeitada a normativa internacional que obriga a sinalização nos cabos de energia existentes entre vales?

2) Por que a localização do aeródromo nas coordenadas que são disponibilizadas aos pilotos pelos órgãos competentes estava errada?

3) A quem competia a obrigação de fiscalizar a sinalização nos cabos de energia?

Segundo o advogado, essas questões precisam de respostas e devem ser investigadas. Robson Cunha também questionou a demora da polícia na realização do inquérito. "Essa demora apenas fez estender aos familiares uma angústia pela espera e a ineficiência do Estado de Minas Gerais em manter sob sua guarda o material do inquérito policial que era sigiloso, permitindo que um policial divulgasse na internet fotos do exame de necropsia da artista Marília Mendonça", concluiu.

O que a família de Marília Mendonça pretende fazer?

João Gustavo pontuou que ele e sua família estão insatisfeitos com a decisão da Polícia Civil de Minas Gerais e vão tomar medidas. "Assim que o inquérito for entregue ao poder judiciário, iremos acompanhar e indagar certas questões que ainda não foram respondidas. Minha mãe, assim como eu, espera respostas claras e objetivas. Acreditamos que a justiça ainda não foi feita e o caso não foi solucionado", revelou. "Somos pessoas de fé e acreditamos que a justiça de Deus será feita. Essa não falha. Teremos um esclarecimento sobre os fatos", completou.

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