Você já ouviu falar sobre capacitismo? A gente sabe que o mundo é um lugar muito desigual e que, em muitos casos, essa desigualdade é usada como uma forma de difundir preconceito. Isso atinge qualquer pessoa com deficiência. Vem com o Purebreak entender mais sobre isso e também descobrir diversas maneiras de como combater essa forma de discriminação no seu dia a dia.

Capacitismo é o preconceito, opressão ou abuso direcionado aos indivídues com algum tipo de deficiência. Ele pode ser manifestado de forma bem explícita e também discreta, sendo pouco percebido. Das duas maneiras, ele precisa acabar. Quase 1/4 da população do Brasil tem algum tipo de deficiência, como mostram os dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. Pelo menos 45 milhões de pessoas lidam com isso. Então, lutar pelo fim do capacitismo não é só extremamente necessário, como é nosso dever como sociedade.

Na última quarta-feira (18), inclusive, a modelo Jakelyne Oliveira rebateu alguns comentários polêmicos feitos pelo Ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro. Ele teria defendido que alunes com deficiência "atrapalham" es outres estudantes. Jakelyne, que tem uma irmã com síndrome de Down, criticou o posicionamento do Ministro: "É um absurdo ver que o Ministro da Educação, que deveria apoiar, lutar e incentivar a inclusão, faz e pensa o oposto, com falas carregadas de preconceito".

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Ela ainda usou o espaço para defender a inclusão. "A inclusão está no nosso dia a dia, dentro e fora das salas de aulas. Seu pensamento não deveria ser fazer 'escolas especiais, para pessoas especiais' e sim capacitar as escolas e os profissionais, para proporcionar Inclusão!", postou no story do Instagram.

Oliveira continuou repreendendo a atitude de Milton, afirmando que o pensamento de que pessoas com necessidades especiais deveriam conviver apenas com pessoas da mesma condição é um absurdo.

Para não cair no erro e deixar de cometer capacitismo, separamos 6 dicas bem simples e que podem fazer a diferença.

1 - Informe-se

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O primeiro passo para destruir qualquer forma de preconceito sempre parte da educação e informação. Se na sua escola ou trabalho o assunto não é falado, procure e coordenadore, diretore ou sue chefe e peça para que alguém seja convidade para falar sobre isso. Além disso, hoje em dia é bem mais fácil se informar por conta própria. O Google tá aí para isso, não é mesmo? Leia livros, artigos e veja vídeos que expliquem mais sobre o capacitismo, para que assim você esteja bem por dentro do assunto e pare de cometer essa forma de discriminação no seu cotidiano.

2 - Não estereotipe pessoas com deficiência

Uma dica muito importante é não estereotipar pessoas com deficiência. Atualmente, nossa sociedade vê essus indivídues de duas formas principais: ou como heroíne, a pessoa é um grande exemplo de superação e consegue vencer todos os obstáculos da sua vida e é tida como um exemplo, ou como coitade, que tem vários problemas e é digno de nossa pena, nada além disso.

Enxergar essas pessoas como sujeites cuja existência e personalidade são resumidas à sua condição é apagar toda a sua história de vida. Às vezes a "superação" na verdade só é a realidade e o meio que elu encontrou para sobreviver. A deficiência não é algo a ser superado, mas sim adaptado à própria realidade. Também é preciso saber que há muitos níveis e diferentes tipos de deficiência.

Antes de olhar para qualquer pessoa, tente realmente ver quem elu é. O que define ume pessoa sem deficiência? E por que não é isso que define ume PcD? Todos es indivídues são múltiples e diverses, e olhar para qualquer ume de forma a reduzir toda sua vivência e colocá-la em dois tipos de "caixinhas" é uma das piores faces desse preconceito.

3 - Siga pessoas com deficiência

WA - U1S2 - Educação Inclusiva

Para poder combater o capacitismo, também é muito importante se cercar de gente que tenha propriedade sobre o tema. Por isso, se você não conhece alguém do seu ciclo que tenha alguma deficiência (ou mesmo que conheça), procure na internet quem você pode acompanhar para aprender mais sobre essa realidade.

É importante saber, antes de tudo, que não é obrigação delu te ensinar sobre o preconceito e estar a seu serviço. Isso é um dever nosso. Não cabe à vítima da opressão ensinar e sue opressore sobre como não feri-le. Essa é uma regra de ouro.

Dito isso, é bom acompanhar pessoas que vivem com alguma condição nas redes sociais e consumir filmes, livros e séries produzidas por elus. Isso ajuda tanto a acabar com os estereótipos que es fazem serem vistes como seres bidimensionais, quanto auxilia no aumento da sua presença em todas as áreas.

4 - Fale sobre o assunto com sues amigues e família

Depois de aprender mais sobre o capacitismo, é essencial que você leve seu conhecimento adiante. Traga o assunto à tona quando estiver com sues amigues ou com a sua família. Lembre-se que elus também estão aprendendo e é sempre necessário agregar mais aliados à luta anticapacitista.

5 - Lute por acessibilidade

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Não adianta a luta contra o capacitismo ficar só no discurso. Por mais relevante que ele seja, também é crucial entender que precisamos urgentemente de políticas públicas para pessoas com deficiência. Ao contrário do que muitos pensam, acessibilidade não é favor. É direito. Isso significa mais rampas nos lugares públicos, mais intérpretes de libras nos programas e textos em braile disponíveis amplamente. E sim, pegar a vaga reservada para deficientes, nem que seja "rapidinho", também é discriminação.

Além disso, é fundamental defender cotas para indivídues com deficiência. Se não vemos um quarto da população refletida nas universidades, na política, no trabalho e retratadas nas artes, não é porque ela não existe, mas porque foi invisibilizada. E isso também é preconceito.

6 - Aponte e combata o capacitismo quando o vir

E por fim, não tenha medo ou vergonha de apontar essa forma de discriminação quando vir alguém a praticando. Seja uma brincadeirinha de mal gosto ou um ato explícito de capacitismo, tudo isso amola as facas que ferem as pessoas com deficiência. Não basta não ser capacitista, é preciso combater o preconceito. Não há neutralidade quando falamos sobre opressão. Infelizmente, esse conflito só apresenta dois lados: os daqueles que querem combatê-lo, ou os daqueles que querem manter tudo como está, não importa quem sofra com isso.

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