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Dia Nacional da Visibilidade Lésbica: 12 coisas que as lésbicas gostariam de dizer para o resto do mundo
Dia Nacional da Visibilidade Lésbica: 12 coisas que as lésbicas gostariam de dizer para o resto do mundo
No dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e, apesar de já estarmos em 2019, muitas coisas ainda precisam ser ditas pela comunidade LGBT, inclusive pela primeira letra desta sigla. Pensando nisso, após algumas entrevistas, listamos 12 coisas que precisam ser ouvidas por todos nós.

Apesar de todos os LGBTs passarem por problemas parecidos de aceitação e entendimento, cada parte dessa sigla possui suas próprias questões. E é justamente por isso que neste dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Na verdade, o mês inteiro de agosto é voltado para esse grupo de mulheres que ainda tem tanto a dizer. Afinal, além de sofrerem com a homofobia, elas ainda precisam enfrentar outro grande problema: o machismo, que afeta homens e mulheres de formas diferentes - independente da sexualidade. Então, para torná-las ainda mais visíveis nesta data, o Purebreak fez algumas entrevistas e listou 12 coisas que as lésbicas querem dizer neste dia 29 de agosto para todos e para própria comunidade LGBT.

Os gays precisam respeitar

1 - "Quando um cara gay dá em cima de uma lésbica que não performar feminilidade. Alguém avisa pros gays que sapatão é mulher que gosta de mulher, por favor."
(Jaqueline)

2 - "Não é só porque a gente é lésbica e eles gay que tem a liberdade pra colocar a mão nos nossos peitos."
(Lanna)

3 - "Ainda que minoria, por serem homens, acabam reforçando a ideia de que nosso corpo é público quando se acham no direito de nos importunar ou assediar e não enxergam isso porque são LGBTs e acham que não tem privilégios maiores que os nossos. Não toquem no nosso corpo."
(Nina)

E as mulheres bissexuais também

4 - "Outra coisa que precisa ser para as bissexuais: mulher tem sentimento sim e não é brincadeira. Muita bi flerta com lésbica na 'zoeira'. Desrespeito total."
(Jaqueline)

Recado para os homens heterossexuais:

5 - "Podia começar falando que não somos um fetiche"
(Raquel)

Aliás, não falta nada entre a relação de duas mulheres

6 - "Sexo lésbico não precisa de pinto de plástico pra acontecer."
(Leticia)

7 - "E que se acontece com pinto de plástico em alguma medida, não é menos lésbico por isso! Muito menos que é falta de homem no meio!"
(Veronica)

"Você é um homem trans?"

8 - "Lésbica que não performa feminilidade nem sempre quer ser um homem trans. A galera quer ser inclusiva com os trans, o que eu acho ótimo. Mas, poxa, acabam excluindo as lésbicas que não performam feminilidade."
(Jaquline)

9 - "Não é porque existem lésbicas que não performam tanta feminilidade que elas querem ser homens. Ainda devem existir homens trans que acabam por se identificar como lésbicas 'masculinas' porque ainda não conseguiram se entender como trans, mas isso não quer dizer que uma coisa sempre implique a outra. Uma lésbica pode ser cis e não performar feminilidade, pode ser cis e performar, pode ser trans e performar e pode ser trans também e não performar tanto. Acho importante essa pauta também para que as pessoas entendam que uma mulher não é mais ou menos lésbica por performar mais ou menos feminilidade e muito menos por serem trans ou cis."
(Veronica)

E não podemos esquecer da saúde sexual das mulheres lésbicas

10 - "Acho que existem pautas muito urgentes para serem tratadas - politica e socialmente -, como: educação sexual. Ninguém fala sobre proteção e cuidados no sexo lésbico."
(Nina)

Porém, antes de mais nada: lésbicas querem ser vistas

11 - "O L não é de lacre; somos plurais, cada uma de um jeitinho, com a sua trajetória e luta; somos muito mais que estereótipos e modelos que tentam nos encaixar; a luta por políticas públicas especificas é urgente e por fim, a invisibilidade também é uma maneira de nos matar."
(Erika)

12 - "Acho que falar de invisibilidade é fundamental. Me incomoda demais tanto no âmbito familiar, como social, que as pessoas não tratem casais lésbicos como tal. Na rua, pressupõe-de que um casal seja, na verdade, irmãs, amigas e até mãe e filha, mas as pessoas simplesmente não PENSAM em um casal porque nós somos totalmente invisíveis pra sociedade. Na família, claro que é totalmente variável, mas percebo que familiares mais distantes tendem a "fingir" que casais são, na verdade, amigas. Isso é terrível, constrangedor e lesbofóbico."
(Thais)

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