Rahabe Barros Redatora
Libriana, boa de papo e apaixonada por reality show. Louca por gatos, não vivo sem café e com planos de dar uma volta ao mundo são outras curiosidades ao meu respeito. Após 10 anos, sigo encantada pelo jornalismo e por essa evolução diária da comunicação
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A sigla LGBTQIAP+ abrange pessoas que são lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexo, assexuais/arromânticas/agênero, pan, não-binárias e mais. Mas elas estão sendo verdadeiramente representadas pela TV brasileira? Nesta matéria do Purebreak, questionamos porque outras letras, além do L, G, B e o T, não possuem o mesmo espaço. Confira!

A sigla LGBTQIAP+ representa muito mais do que as diferentes identidades e orientações sexuais. Em junho, por mais de cinco décadas, o mês inteiro é dedicado à elevação das vozes, à celebração da cultura e o apoio aos direitos da comunidade. No país, o cenário da diversidade vem melhorando pouco há pouco graças à resistência, mas muita luta ainda está por vir, assim como muitas histórias precisam ser verdadeiramente retratadas. Pensando nisso, o Purebreak levanta uma nova questão: por que as outras letras ainda não tem espaço na TV brasileira?

Papéis internacionais que trouxeram representatividade LGBTQIAP+

Personagens que correspondem a todas as letras da comunidade podem ser vistos na telinha com mais frequência, mas houve um tempo em que a representação não era apenas escassa, mas desaprovada. Nathaniel, de "All American: Homecoming", por exemplo, se tornou o primeiro personagem não-binário negro da CW. Segundo a co-estrela Netta Walker, elu tem "essa tarefa monumental de quebrar os estereótipos de gênero dentro da comunidade negra".

Loki fez história no Universo Cinematográfico da Marvel em seu terceiro episódio, revelando, ou melhor, confirmando que o personagem-título de Hiddleston é bissexual. Já Spooner, do DC's "Legends of Tomorrow", Esperanza "Spooner" Cruz é oficialmente a primeira super-heroína assexual da TV.

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Em "HeartStopper", a série da Netflix – e o romance entre os personagens principais Nick (Connor) e Charlie (Locke) – não era apenas cativante, mas vital para deixar os jovens descobrirem sua própria sexualidade. Ser LGBTQIAP+ pode ser mais do que justo; pode ser incrível e bonito. A representatividade foi a receita do sucesso e a atração já foi renovada para mais duas temporadas.

Em "Grey's Anatomy", quando o filho mais velho de Leo e Teddy começou a se identificar como mulher na 18ª temporada, a conversa que foi desencadeada poderia servir como um modelo para os pais se perguntando como fazer o certo com seus filhos que não se identificam com o gênero que nasceu. Com a situação, os pais decidiram contratar um terapeuta – para eles – e seguiram o conselho de deixar Leo decidir sua identidade, e não o contrário.

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Atriz trans nunca mais conseguiu papel após "A Força do Querer"

Maria Clara Spinelli, que interpretou Mira na novela "A Força do Querer", da Globo, revelou pelas redes sociais que nunca mais conseguiu trabalho depois da novela. De acordo com ela, os produtores de elenco só lhe acham boa atriz para personagens transgêneros. "O nome disso é preconceito velado. Outro nome também pode ser ignorância. Também temos a opção hipocrisia", desabafou nas redes sociais.

Em um país, onde a maioria dos personagens gays mais icônicos foram interpretados por atores héteros cis, quando veremos mais espaço na TV para as outras letras da comunidade? Além do apagamento bissexual, em "A Dona do Pedaço" o beijo entre Abel (Pedro Carvalho) e Britney (Glamour Garcia) teve de ser regravado e só foi exibido bem na reta final da novela e, infelizmente, a relação passou de forma infantilizada ao público em diversos momentos.

Qual a dificuldade de inclusão? Fica um alerta que cada vez mais é preciso de personagens que inspiram as pessoas. Afinal, se um espetáculo merece reconhecimento por sua representação positiva, todos devem conhecer!

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