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A participação das mulheres no cinema tem ganhado mais reconhecimento nos últimos anos, isso é uma verdade. No entanto, não podemos deixar de citar que na comparação com os homens, a sociedade ainda tem um caminho grande a percorrer para chegarmos à igualdade entre os gêneros. São muitos os filmes dirigidos por mulheres que acabam não ganhando o reconhecimento merecido. Vamos apresentar alguns deles para que, ao menos, mais pessoas conheçam essas incríveis obras.

O peso que o Oscar tem para a indústria do cinema é inegável, proporcionando reconhecimento para os filmes indicados e principalmente para os ganhadores. O problema é que nem sempre a academia se preocupa em trazer maior diversidade para a premiação, o que vem mudando nos últimos anos. Prova disso é que só tivemos duas mulheres que ganharam a categoria de Melhor Diretor até hoje: Kathryn Bigelow, com "Guerra ao Terror" em 2009; e Chloé Zhao, que venceu por "Nomadland" na premiação deste ano e foi também a primeira cineasta de origem asiática eleita melhor diretora. Dá para acreditar?

E o preconceito não está só no Oscar, todo mundo sabe como os cineastas são os mais conhecidos na área. Bom, se o espaço para elas ainda é pouco na indústria, então aqui vamos enaltecê-las, na tentativa de trazer maior visibilidade ao trabalho feminino. Ainda na pegada do marco que ocorreu na premiação mais importante do cinema em 2021, trazemos algumas das produções dirigidas por mulheres que foram injustiçadas, mas que você vai assistir e se apaixonar!

1. "Lady Bird: A Hora de Voar"

O filme conta com bastante sensibilidade a história de descobertas da vida de uma adolescente. Christine MacPherson, interpretada por Saoirse Ronan - conhecida também pelo filme "A Hospeideira", baseado no livro da mesma escritora da saga "Crepúsculo", Stephen Meyer - está no último ano de formação de uma escola católica e passa por momentos importantes como a primeira paixão, a descoberta da vida sexual e a busca pela popularidade. Além disso, os dramas familiares fazem parte da trama, principalmente com a mãe da protagonista (Laurie Metcalf).

Apesar de "Lady Bird" ter sido indicada em cinco categorias do Oscar - melhor filme, atriz, coadjuvante, roteiro original e direção -, o filme não levou nenhuma estatueta. Mais um ponto importante: em tantas anos de existência da premiação, a diretora da obra, Greta Gerwig, foi só a quinta mulher a ser considerada na categoria. O filme está disponível para os assinantes do Youtube Premium.

2. "Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa"

A produção não só foi dirigida por uma mulher, Cathy Yan, como também trouxe um elenco principal totalmente feminino. Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) se juntam para defender Gotham, depois que a cidade começa a sofrer várias destruições causadas por um criminoso.

Apesar de ter reinventado completamente a imagem de Arlequina produzida em outros filmes, que costumava aparecer sempre com roupas curtas e grande apelo erótico, a obra "Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa" passou despercebida em comparação com as outras produções envolvidas na história. Assista pelo Youtube Premium.

3. "Adoráveis Mulheres"

Outra obra com direção de Greta Gerwig entra para a lista! Baseado no clássico livro homônimo de 1868, escrito por Louisa May Alcott, a obra conta a história de quatro irmãs: Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh). Unidas, elas passam pelos desafios da juventude enquanto encaram o período da Guerra Civil Americana (1861-1865) e suas consequências.

Apesar das irmãs terem personalidades distintas, o amor que existe entre elas as mantém ligadas para encarar as dificuldades. Mais uma produção disponível aos assinantes do Youtube Premium, o filme foi indicado ao Oscar nas categorias que representam melhor filme, atriz, coadjuvante, roteiro adaptado, trilha sonora original e figurino, mas só ganhou a última.

4. "Valente"

A animação teve direção dupla: Brenda Chapman e o também norte-americano Mark Andrews. Mesmo tendo sido criada pela mãe para ser a próxima rainha, a princesa Merida não tem paixão pelo reinado e prefere viver aventuras cavalgando pela natureza e praticando seu esporte predileto, o tiro ao arco. Uma competição é montada para escolher o marido da princesa e ela, revoltada, recorre à ajuda de uma bruxa, a quem pede para transformar o jeito de sua mãe. O resultado não é como esperado e a valente jovem terá que se juntar à família para impedir guerras com povos das redondezas.

A produção da Pixar apresenta uma história de princesa diferente, tanto no jeito como na aparência: Merida tem lindos cabelos cacheados. O estúdio tem vários filmes de notável sucesso, mas "Valente" acabou ganhando menos visibilidade. Veja pelo Disney+ e mude essa história!

5. "O Mínimo Para Viver"

A jovem Ellen, estrelada por Lily Collins, tem anorexia desde a adolescência e sua família tenta ajudá-la de diversas formas há anos. Já muito desanimados, eles mandam a menina para um lar coletivo onde jovens se reabilitam. Ellen embarca em uma jornada de autoaceitação com a ajuda de um médico que tem ideias não convencionais. Falando abertamente sobre os transtornos alimentares, a obra entra a lista de filmes que emocionam e deixam uma importante mensagem, principalmente à juventude.

A direção ficou por conta da também escritora Marti Noxon. Para ajudar a tornar o filme mais conhecido, assista "O Mínimo Para Viver" na Netflix .

6. "Emma"

Com direção de Autumn de Wilde, o filme conta com a participação de Anya Taylor-Joy no papel principal. Ela interpreta a jovem Emma Woodhouse, que se opõe aos costumes da época e não quer se casar. Mesmo assim, ela assume a missão de juntar casais entre as pessoas que conhece e acaba despertando o lado romântico que acreditava não existir em sua personalidade.

Inspirado no romance que leva o mesmo nome, escrito por Jane Austen - que também publicou "Orgulho e Preconceito" -, a obra está disponível no catálogo da Telecine. A direção não rendeu indicação ao Oscar, mas concorreu nas categorias de Melhor Figurino, além de Melhor Cabelo e Maquiagem. Os dois prêmios ficaram com "A Voz Suprema do Blues", o que é triste para "Emma", mas ainda representa a vitória de três mulheres: a figurinista Ann Roth, Jamika Wilson e Mia Neal - as primeiras mulheres negras a levarem a estatueta na categoria de cabelo e maquiagem.

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