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Desculpa o Textão: vamos falar sobre Anitta e mais artistas que já foram cancelados?
Desculpa o Textão: vamos falar sobre Anitta e mais artistas que já foram cancelados?
A internet está com a mania de cancelar artistas e o que começou com uma iniciativa até que interessante, pode ter se tornado algo problemático. Pois é, numa época em que tudo é 8 ou 80, qualquer opinião diferente vira motivo de cancelado. Mas será que isso é realmente sempre necessário? É sobre isso que o Desculpa o Textão desta semana quer discutir!

Se você é um usuário ativo no Twitter, com certeza já estave na rede social quando artistas como Anitta, Valesca, Gloria Groove ou até mesmo Ariana Grande foram "canceladas". Pois é, estamos vivendo a era do cancelamento na internet e, aparentemente, ninguém pode mais cometer erros. O Desculpa o Textão desta semana está a fim de discutir essa medida encontrada pelo público para castigar artistas que cometem vacilos. E aí, será que essa é uma atitude válida ou minimamente justa?

Essa história de cancelar artistas não é nova, mas ganhou força durante as eleições para presidente de 2018. A candidatura de Bolsonaro fez o Brasil se dividir em dois e o voto passou a definir o caráter de cada um. Como o nosso atual presidente é conhecido por suas declarações homofóbicas, a comunidade LGBT começou a cobrar posicionamento de artistas que, de alguma forma, também representavam eles. A primeira "vítima" dessa história foi Anitta, que não quis revelar em quem votaria e ganhou a hashtag #AnittaIsOverParty de presente no topo dos Trending Topics.

Depois de muita pressão, ainda sem revelar o voto, Anitta deixou claro que não votaria em Bolsonaro. Até aí, estava tudo certo. Estamos vivendo um momento muito político e precisamos sim cobrar um posicionamento daqueles que dizem que estão com as minorias. Afinal, quando é pra lotar show "todo mundo é igual", né? Além disso, a dona do single "Terremoto" é a maior artista brasileira da atualidade, já foi destaque da Parada LGBT de São Paulo e precisa sim deixar claro que luta contra a homofobia ou qualquer tipo de preconceito.

O problema é que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Parece que a internet percebeu que tinha esse "poder" e passou a cancelar qualquer artista que cometesse um pequeno equívoco ou que mostrasse ter uma opinião diferente da considerada "certa". Valesca passou por isso quando defendeu o amigo Agustin Fernandez, o maquiador que ficou "conhecido" por defender Jair Bolsonaro.

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Muito antes da Anitta lotar uma Parada LGBT, Valesca já apoiava a comunidade e deixava isso sempre muito claro. Isso não muda o fato de que Agustin tem falas problemáticas e precisa ser criticado, mas não anula a amizade dos dois. Pelo contrário, a funkeira, por exemplo, tem o direito de continuar próxima do maquiador até para, quem sabe, mostrar que a suas ideias não são tao coerentes assim. Porém, numa época de extremos, é tudo ou nada. Será que precisa funcionar realmente assim?

Quem passou por isso recentemente foi Gloria Groove. Apesar do seu "cancelamento" não ter se tornado algo muito grande, a drag queen recebeu algumas críticas bem dura quando um tweet antigo, em que ela dizia não conseguir odiar Jair Bolsonaro, foi ressuscitado. A mensagem era de 2012 e, além de ninguém ter questionado o tempo, parecia que Gloria tinha dito que concordava com todos os ideais do político. Um pouco problemático, não acham?

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Como o ex-militar é conhecido por algumas falas homofóbicas, todo mundo achou um absurdo um artista LGBT dizer que não conseguia odiar o nosso atual presidente. Sim, é bastante complicado entender e exigir que as pessoas tenham compaixão por alguém que só espalha ódio. Porém, as pessoas tem o direito de interpretarem as atitudes do atual presidente de várias formas e criar o sentimento que elas quiserem. Afinal, tem gente que até apoia, né? Por sorte, Gloria Groove levou tudo na brincadeira.

Qual será o próximo artista cancelado?

Antes de mais nada, é necessário afirmar que nós devemos sempre cobrar o posicionamento dos artistas. Afinal, estamos vivendo numa época que está ainda mais perigosa para quem é mulher, negro ou LGBT. Essas lutas precisam de visibilidade e força. Ou seja, quanto mais artistas tivermos nessas causas, mais fácil será lutar contra o sistema que só quer acabar com as minorias.

No entanto, não podemos esquecer que, assim como nós, todo mundo está aprendendo e tanto se virar nessa bagunça que se tornou o Brasil. Talvez não seja justo pedir paciência, já que os opressores também não pedem licença para passar. Mas não nos deixemos levar por apenas um comentário equivocado. Às vezes conversar e dar uma segunda chance é necessário. Não é fácil dizer isso, mas, no fim das contas todo mundo tem o direito de errar, né?

OBS: É óbvio que existem casos que realmente extremos, como Chris Brown que, além de ter agredido Rihanna, já até fez piada sobre isso. Ou então o próprio Bolsonaro, que parece ter vindo à Terra com a missão de causar o caos. A gente não precisa passar a mão na cabeça de todos, só temos que definir melhor quem são os verdadeiros inimigos.

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