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Falta de ar, aperto no peito, tristeza avassaladora. Existem vários sintomas conhecidos quando o assunto é transtorno mental. Mas nada é uma fórmula perfeita e cada pessoa reage da sua própria maneira. Por isso, conversamos com a psicóloga Isabela Vieria e a psiquiatra Natasha Ganem para descobrir 7 sintomas pouco conhecidos de transtornos mentais para você ficar de olho!

Alerta: gatilho e conteúdo sensível!

Muito tem se falado sobre transtornos mentais e sinais de alerta. Agora não é novidade que se sentir triste o tempo todo ou ter a sensação de que pode morrer a qualquer momento são alguns dos sintomas mais comuns de sofrimento psíquico. Porém, o ser humano é complexo e não existe nenhuma resposta certa quando o tema é saúde mental.

"Muitos sintomas a princípio podem parecer tédio e as pessoas não relacionam com a possibilidade de estarem em um processo ansioso ou depressivo, por exemplo", afirma a psicóloga Isabela Vieira, que utiliza-se seu perfil profissional no Instagram para oferecer dicas e tirar dúvidas sobre terapia. Existem vários sinais de que você pode estar precisando de ajuda e, às vezes, eles são tão discretos ou camuflados, que permanecem despercebidos por bastante tempo.

Saúde mental: você sabe reconhecer todos os sintomas de estresse e sofrimento psíquico?
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Como resultado, vão se acumulando e piorando a nossa qualidade de vida. Para isso não acontecer, o Purebreak conversou com Isabela Vieira e a psiquiatra Natasha Ganem, que também fala sobre saúde mental em seu Instagram, para descobrir e entender 7 sintomas de transtornos mentais que você pode não conhecer.

Por que os transtornos mentais afetam nosso corpo?

Antes de falar sobre os sintomas em si, é importante entender por que fatores emocionais e mentais podem afetar nosso corpo. "O organismo é uma máquina cheia de engrenagem. Quando alguma dá defeito, a gente tem a quebra da homeostase - que é o equilíbrio dos sistemas do corpo - e há uma desregulação na produção de hormônios", explica a Drª Natasha Ganem. Dentre os desequilíbrios está a liberação do hormônio do estresse e a produção de citocinas pró-inflamatórias, que agem como se houvesse uma inflamação no organismo.

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A questão é que cada pessoa reage a esse processo de sua forma, dificultando a compreensão do problema. "Duas pessoas podem receber o mesmo diagnóstico e viverem de formas completamente diferentes. Fatores como histórico de vida, intensidade dos sintomas, estratégias de enfrentamento, presença de rede de apoio e até mesmo outros problemas de saúde - como carência nutricional - podem influenciar na forma com que alguém vive com o transtorno", afirma a psicóloga.

A dica da profissional é averiguar se esses sintomas estão afetando sua vida, te atrapalhando no trabalho, na escola ou até mesmo dificultando momentos de descanso e divertimento. "O sofrimento que os sintomas causam é um termômetro para perceber se eles precisam de mais atenção. Mas é preciso lembrar que não estamos sozinhes e não precisamos esperar estar no limite para buscar auxílio", conclui Vieira.

Agora vamos aos sintomas de problemas psíquicos que você pode não conhecer ainda.

Saúde mental:  "O sono é um grande marcador que algo anormal está acontecendo", afirma Drª Natasha Ganem
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Aumento ou diminuição de sono

Se estamos muito cansades ou com dificuldade de dormir podemos culpar a rotina apertada, o quarto desconfortável ou até mesmo ocasiões mais específicas, como final de período na faculdade. Mas qualquer mudança em relação à hora de dormir deve ser um sinal de alerta, ok? "O sono é um grande marcador de que algo anormal está acontecendo. É o padrão mais sensível a qualquer alteração e costuma a ser o primeiro a se modificar", afirma a psiquiatra Natasha Ganem.

Alterações no intestino

Sabe quando estamos nervoses e às vezes sentimos dor de barriga? Isso não é à toa. O nosso sistema digestivo está mais associado com as emoções do que pensamos. "O intestino é chamado de 'segundo cérebro', porque é o lugar no organismo, depois do próprio cérebro, com o maior número de receptores para neurotransmissores, como a setoronina", explica Ganem. Portanto, alterações intestinais - como prisão de ventre, diarréia, cólica, mudanças nas fezes - não podem ser desvalorizadas.

"Esses são sintomas que facilmente são atribuídos a gastrite ou outras condições fisiológicas quando, na verdade, podem possuir como pano de fundo questões emocionais", lembra a psicóloga Isabela Vieira. Por isso, vale sempre consultar a opinião de médicos e psicólogos para chegar à verdadeira causa do problema.

Comer demais ou de menos é sinal de alerta para a saúde mental
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Mudanças no apetite

Muitas pessoas em períodos estressantes perdem a fome. Isso pode acontecer por vários motivos, desde os problemas digestivos citados a até mesmo um desequilíbrio hormonal. Mas o oposto, ou seja, o aumento do apetite, também acontece com frequência. "Para além de instinto, comer é um comportamento relacionado ao sistema de prazer e recompensa cerebral. Por isso, muitos tendem a aumentar a ingestão de alimentos com o intuito de afastar um incômodo emocional. É o famoso 'comer as emoções'", afirma Ganem.

Cansaço e desânimo

Como vimos, os transtornos mentais desregulam todo o nosso corpo, afetando principalmente o sono. Por isso, se sentir cansade é um sintoma que pode aparecer com frequência e não está necessariamente associado a sua rotina corrida ou a um dia entediante. "Sentir-se mais cansado e com sensação de maior gasto de energia é uma forma do corpo 'pedir' para o indivíduo interromper algum comportamento que é nocivo ou que está em excesso", explica a psiquiátra. Então, toda a atenção é pouca na hora de avaliar esse "cansaço" e "preguiça" que parecem te acompanhar.

Falhas na memória

Você está se sentindo esquecide, com dificuldade de lembrar de coisas que, antes, não eram um problema? Esse pode ser mais um sinal de alerta. "Muitas pessoas tem relatado, especialmente neste período de pandemia, esquecimentos e lapsos de memória - aquela famosa sensação de branco na mente sobre o que iam fazer ou falar", diz a psicóloga Isabela Vieira. É claro que existem pessoas que são mais esquecidas, porém é um traço que pode aparecer ou ser acentuado após contínua exposição a um sofrimento psíquico.

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Queda de cabelo

Outro sinal importante ressaltado pela Drª Natasha Ganem são as quedas de cabelo, que podem ser intensificadas pela quebra da homeostase e pelo desequilíbrio na produção de hormônio. Um dos motivos para explicar isso é que, durante um período de estresse - também entendido pelo cérebro como possível perigo -, há a redistribuição de prioridades em nosso corpo. E as células responsáveis pelos fios de cabelo, que necessitam de bastante energia e atenção do organismo, podem ficar no banco de reserva, já que o cabelo não é o mais importante durante um momento de estresse.

Dores musculares e de cabeça

A pandemia foi responsável por trazer à tona vários problemas diferentes. Dores musculares pelas horas de ensino à distância ou home office e dor de cabeça pela exposição à luzes artificiais, como do computador ou celular, são alguns exemplos. Entretanto, ambos também são sinais de estresse psíquico e não podem ser negligenciados no dia a dia.

Quando estamos sob tensão, seja porque estamos em uma fase complicada ou temos algum transtorno mental que desregula o organismo, tendemos a contrair os músculos. Como resultado, o excesso de pressão deixa ombros, pescoços, costas e até mesmo a cabeça dolorida. Sem contar que a cefaléia - crises de dores de cabeça - já é, por si só, um sinal de estresse, causado pelas mudanças no organismo e nas produções de hormônio.

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